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Nossa história

Um pouco de história.

Minha coleção de demo-tapes começou em 1987, mas realmente ganhou volume nos anos 90 quando comecei a editar um fanzine (Abrigo Nuclear – 1991 a 1995) e tocar em bandas (Camisa-de-Força e The Power of the Bira). O esquema acontecia via correios, principalmente com trocas e doações. Também copiava as demos legais dos amigos, comprava em lojas e por aí. Aos poucos, com o advento do CD e do mp3, essa coleção ficou abandonada dentro de um baú de uma estante na minha sala.
Em 2010 comecei a me preocupar com a memória do Rock em minha cidade, Joinville e região (Jaraguá do Sul, Guaramirim, etc). As novas gerações não conheciam (ou não tiveram oportunidade de conhecer) as bandas do passado. Comecei a resgatar no baú algumas fitas de bandas legais da cidade e converter em mp3. Tensão Superficial, Elemento Suspeito, Hephrem, Necrópsia, Leis e Ordens e por aí. Juntei todos esses materiais e montei um blog chamado Joinroll, que viria a ser o embrião do Demo-Tapes Brasil. A mesma sensação de abandono que tive para com as bandas da minha cidade, mais tarde eu tive para com o “Rock Brasil”. Não sei se é descaso das pessoas que tinham as bandas, se é falta de equipamento, se é falta de conhecimento de como fazer uma conversão ou sei lá. Só acho muito estranho quando alguém que tinha uma banda não tem nada dela guardado. Vivi algumas situações como essa nesse ano. Pessoas agradecendo por eu ter convertido uma demo-tape em que elas tocavam e esse material se perdeu ao longo do tempo. Raríssimas exceções eu pude ver nesse ano de 2012 de pessoas resgatando seu passado. Acho que um ótimo exemplo a ser citado é o blog da banda curitibana Pinheads, com toda a sua trajetória do início ao fim da banda. Confesso que me inspirei nele para fazer o blog de minha banda The Power of the Bira. Para organizar todo esse enrosco, os blogs que tenho hoje são:

·         The Power of the Bira (Minha banda que durou de 1992 a 1996).
·         Joinroll (Rock de Joinville e região – principalmente anos 80 e 90).
·         Demo-Tapes Brasil (O mais “famoso” e acessado).
·         Os Fritz da Puta (Minha nova banda em que toco bateria. Não vivo só no passado não viu!! O blog ainda não tem nada, mas o domínio já está registrado. Devemos estar lançando a 1ª demo ainda em 2012. Quem quiser conhecer tem um vídeo de um ensaio aqui!!).

O blog Demo-Tapes Brasil estreou em 17 de novembro 2011. Ficou praticamente parado no 1º semestre de 2012 porque foi o período em que eu estava fazendo o blog da The Power of the Bira (juntando material, pesquisando datas, digitalizando cartazes, fotos e flyers, convertendo todas as demos-tapes e shows em cassetes). Voltamos com gás total em julho desse ano e estamos desde então postando demo-tapes quase todos os dias.

Método de trabalho.

·         Não fazemos milagres!!

Para quem não conhece o processo de conversão, parece fácil ir até o blog baixar o arquivo. Essa realmente é a parte fácil. Mas muitas vezes o público não está familiarizado em relação às etapas por trás de cada post. Tenho fitas com mais de 25 anos e é praticamente impossível não existir degradação do som com uma fita dessa idade. São fatores como umidade (bolor), frio, calor, campos magnéticos, poeira, fumaça (tudo o que tem na nossa casa!) são prejudiciais a vida útil das fitas. Então caro amigo, NUNCA uma conversão terá a qualidade de uma gravação das que podem ser obtidas na atualidade. Sempre haverá perdas.
Como a maioria das bandas eram “duras” de $$, essas demo-tapes eram gravadas em fitas da pior qualidade possível (type I – normal - baseadas em óxido férrico - Fe2O3). A primeira impressão de “estranheza” é com relação aos sons agudos (chimbal, pratos de bateria, etc). Ele não é nítido e muitas vezes é distorcido. Em fitas cromo (type II) e metal (type IV) esse efeito é bem reduzido.
É preciso estar ciente das limitações existentes na época. Estúdios eram caríssimos, os computadores eram limitados, CDs não existiam (para os mortais) e o mp3 menos ainda. Hoje qualquer músico grava em casa, em multipista e 100% digital. Som analógico hoje é opção e não imposição.

·         Como são escolhidas as demos?

Não temos metodologia! É puro instinto! Vai do meu gosto a pedidos dos frequentadores do Blog. O único cuidado que tenho é ser o mais eclético possível, lançando demos dos mais variados estilos possíveis. Metal, Hardcore, Rock Pop, Eletrônico, Industrial e por aí.

·         Antes de iniciar as conversões.

Primeiramente após escolher o que quero converter, tento ver se a demo já está disponível em algum lugar na internet. Procuro em blogs, torrents, 4shares e Mediafires da vida. Se achar eu baixo e analiso a qualidade. Se estiver boa eu faço a digitalização da capa e faço a postagem. Se não estiver do meu agrado, faço a conversão e lanço o post. Normalmente eu mesmo faço mais de 90% das conversões do blog e o requisito principal é qualidade. A fita cassete já tem suas deficiências então o mais importante no meu trabalho é não deixar a gravação pior do que está. Não acredite em que certos “técnicos” falam tipo que o “software pode melhorar tudo em uma conversão”. Se a fonte (no caso a fita em si) não for boa, o resultado final também não o será.

·         Equipamentos e acessórios?

Hoje uso um tape-deck Akai (modelo CS-702D) para reproduzir as fitas. O mesmo já está com sinais de cansaço. É o segundo. Um Polyvox modelo CP850D já foi aposentado. Evite usar walkman, pois eles tem motores fracos para tracionar fitas velhas e com bolor. Cabo Y para interligar o tape-deck a placa de som do computador e um bom fone de ouvido. Não é obrigatório, mas uso ainda um receiver e um par de caixas de som para ouvir o resultado final. Tenho também uma multifuncional HP para fazer a digitalização das capas.
 Acessórios indispensáveis: cotonetes, álcool isopropílico (com quase ausência de água) e chave Philips (para regulagem do Azimuth da fita).

·         Softwares?
Audacity (É um software livre e sem custo de licença. Recebe o sinal vindo da placa de som e permite a edição da música a ser digitalizada. Pode ser utilizado para realizar funções de gravação, edição, corte, volume, tempo, etc. Possui filtros de normalização, equalização, fade in, fade out, etc).

Lame para Audacity (é um plugin que permite ao Audacity exportar para o formato mp3. Devido ao formato da licença do Audacity ele não exporta para .mp3 nativamente. Fácil de instalar e de usar).

Tagscanner (Usado para escrever as “Tags” dos arquivos mp3. Nessas “Tags” é escrito o nome da música, nome da demo, ano do lançamento, inclusão da capa dentro do arquivo mp3, etc. Meu e-mail está presente em todos os arquivos que converto também).

7zip (Para compressão dos arquivos. Criação dos arquivos .zip).

Media Fire (Serviço de armazenamento online. Gosto dele porque não tem limitação de tamanho e quantidade de arquivos, é possível fazer mais de um download ao mesmo tempo, e não tem tempo de espera para iniciar o download).

E você? Quer ajudar?
Entre em contato: velhoedi@gmail.com